Fazer missão com Maria...

05/10/2017 - 09:30

No dia 11 de outubro, concluiremos o Ano Mariano Nacional, instituído para celebrar os 300 anos do encontro da imagem bendita de Nossa Senhora Aparecida, tirada do rio Paraíba do Sul. Todas as comunidades e paróquias de nossa Arquidiocese tiveram a alegria e a graça de acolher a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.

Durante o Ano Mariano, fomos abençoados também com a peregrinação da imagem bendita de Nossa Senhora de Fátima, celebrando os 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, que visitou as paróquias a ela dedicadas. Duas homenagens à Mãe de Deus que nos visitou, a partir de Aparecida e de Fátima. 

A visita da Virgem Maria foi uma visita missionária, com as vestes bíblicas de sua visita à prima Santa Isabel. A Virgem Maria é uma mulher comprometida e, no Evangelho de São Lucas, a encontramos empenhada num serviço de caridade à prima Isabel, junto da qual permanece ‘cerca de três meses (1,56)’, assistindo- a na última fase da gravidez. 

Naquela ocasião, a Virgem Maria disse “A minha alma engrandece o Senhor” (Lc 1,46), exprimindo, assim, todo o programa da sua vida: não colocar-se a si mesma ao centro, mas dar espaço ao Deus que encontra, tanto na oração como no serviço ao próximo, pressupostos para que o mundo se torne bom (cf. Deus Caritas Est , 42). 

A visita da Virgem Mãe em nossas comunidades foi um sinal para nós, discípulos missionários, porque “juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia os discípulos para O invocarem (At 1,14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu em Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização (cf. Papa Francisco). 

Inspirandonos na Virgem Mãe, que nos visitou, somos convidados a manter o coração ardente e iluminado no caminho que Deus está traçando para sua Igreja neste tempo, uma Igreja missionária e acolhedora. São João Paulo II afirmou que a atividade missionária ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja, e a causa missionária deve ser a primeira de todas as causa

Unidos ao Papa Francisco, vamos dizer o nosso ‘sim’ à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus em todos os recantos de nossa Paróquia. E que a Virgem interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação (Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Missões, 2017). 

 
Dom Sergio de Deus Borges 
Bispo Auxilisr da Arquidiocese na Região Santana