Dom Odilo preside missa nos 10 anos da canonização de Frei Galvão

Primeiro santo nascido no Brasil foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007
Publicado em: 11/05/2017 - 22:30
Créditos: Larissa Freitas

 

Na tarde desta quinta-feira, 11 de maio, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, presidiu missa na memória dos 10 anos da canonização de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão.

Ao lado da clausura das irmãs concepcionistas e diante do altar onde Frei Galvão celebrava diariamente, Dom Odilo refletiu sobre a graça da beatificação de um santo.

O Cardeal explicou que receber a glorificação de um santo é como colher um fruto maduro, pois é muito esperado e ao mesmo tempo desejado. Segundo ele, os santos são os belos frutos da vida da Igreja, mesmo que não proclamados.

“Quando a Igreja proclama um santo e conhece a santidade de vida de alguém, isso não vem de Roma, vem daqui, o santo tem o reconhecimento da Igreja aqui, ou dos lugares de onde ele viveu e trabalhou. É o povo, a Igreja do lugar, que o tendo conhecido diz, ’este é um santo, este merece ser proclamado santo’. Muitas vezes, nós dizemos isso logo porque fez muitos milagres. Milagre é uma graça toda especial, mas mesmo quando o santo não fez milagres, mas viveu a vida santa, conforme Deus, conforme os mandamentos de Deus, conforme a dignidade do ser cristão, da vocação cristã, isso é santidade”, comentou o Cardeal.

Dom Odilo falou também as características de Frei Galvão e recordou a santidade e a trajetória do frade do Convento de São Francisco. O Cardeal destacou a dedicação e generosidade do santo perante as pessoas, os doentes, as celebrações e confissões, e também aos necessitados de caridade, relembrando que antigamente onde hoje é o mosteiro das irmãs concepcionistas era um recolhimento de senhoras, nascido de um projeto de caridade criado pelo próprio frei.

“Vamos pedir a Santo Antônio de Sant’Anna Galvão que interceda junto de Deus, por nós, pelo Brasil, para que nós possamos com sua intercessão, também com seu exemplo, progredir no caminho da santidade e assim também, ajudar a Igreja e nossa cidade de São Paulo como ele fez no tempo dele”

No final da celebração, Dom Odilo recordou a admiração do Santo pela Imaculada Conceição de Maria. O Cardeal também lembrou os fiéis sobre a ida do Papa Francisco a  Portugal, nos próximos dias 12 e 13 de maio, pelas comemorações dos 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Caridade sem limites

No dia 11 de maio de 2007, no Campo de Marte, em São Paulo, o Papa Bento XVI canonizou o Frei Antônio de Sant’Anna Galvão (1739-1822), popularmente conhecido como Frei Galvão.

Notável conselheiro, cuidador dos pobres e dos enfermos, harmonizador das famílias e servidor do povo, era assim que ele era conhecido, um homem caridoso a serviço dos mais necessitados, principalmente pelos seus pequenos pedaços de papeis, que enrolava em formato de pílulas e entregava aos doentes para ingerir, como uma espécie de remédio. 

O primeiro santo brasileiro possuía inúmeras qualidades, que foram recordadas pelo Papa Bento XVI ao canonizá-lo: “Que nos pede o Senhor? Amai-vos uns aos outros como eu vos amo. Mas logo a seguir acrescenta: que deis fruto e o vosso fruto permaneça. E que fruto nos pede Ele senão que saibamos amar, inspirando-nos no exemplo do Santo de Guaratinguetá? A fama da sua imensa caridade não tinha limites. Pessoas de toda a geografia nacional iam ver Frei Galvão que a todos acolhia paternalmente. Eram pobres, doentes no corpo e no espírito que lhe imploravam ajuda”.