Santo Hilário de Poitiers

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Santo Hilário de Poitiers
13 de Janeiro

Bispo e doutor da Igreja (315-368).Muitas são as analogias entre esse santo batalhador e seu contemporâneo santo Agostinho.

Como este, era filho de família abastada e já pai de uma menina (chamada Abre) quando se converteu ao cristianismo, após um acidentado percurso rumo à fé, que o levou da leitura dos filósofos neoplatônicos à meditação sobre as páginas da Bíblia. Nesta ele encontrou resposta para as perguntas que fazia a si mesmo desde a juventude sobre os fins do homem e a natureza da alma.

Como Agostinho, também foi aclamado bispo pelo povo. Sua ação pastoral teve de voltar-se imediatamente para o campo da ortodoxia, ao combater o crescente avanço da heresia ariana. Nesse embate, contou com a colaboração do jovem Martinho, o futuro bispo de Tours.

Os arianos, que recebiam o apoio do imperador Constâncio, conseguiram que este o condenasse ao exílio. Deportado para a Frígia, Hilário teve a oportunidade de se aprimorar, tomando contato com a grande tradição dos padres orientais. Aprendeu grego, podendo assim se abeberar nas fontes da teologia patrística.

Mas também na Frígia começou a desagradar aos arianos, que o expediram a Poitiers, onde ele escreveu De Trinitate, ou melhor, De fide adversus arianos, tratado que o tornou célebre e lhe valeu o título de doutor da Igreja, outorgado em 1851.

Polemista e arguto teólogo, era ao mesmo tempo bom pastor de almas e compassivo com a ovelha perdida. Consagrou-se também, com efeito, aos bispos e padres que, tendo aderido à heresia, reconheceram os próprios erros e foram reintroduzidos em suas sedes episcopais e paróquias.

Outros santos ou beatos:

  • Santo Agrício (†333) — bispo de Tréveris. Santa Helena, mãe de Constantino, ter-lhe-ia dado a túnica de Jesus, também conhecida como o Manto Sagrado de Tréveris.
  • Santo André — bispo de Tréveris, onde foi martirizado em 235.
  • São Berno (†927) — abade beneditino,*  natural da Borgonha, famoso pelos grandes serviços prestados à Igreja e por sua intensa atividade pastoral e reformadora.
  • Santo Énogat (†631) — bispo da sede episcopal bretã de Aleth.
  • Santos Ermilos e Estratônico — martirizados em 315. Foram afogados no Danúbio, nas cercanias de Belgrado, durante o império de Licínio.
  • Santa Glafira de Amaséia — morta em 324. Pôs-se em fuga para preservar a própria virgindade; foi apanhada e levada de volta à casa do imperador Licínio, de quem era escrava, para ser martirizada. Morreu durante a viagem.
  • Beato Godofredo de Kappenberg (1097-1127) — jovem conde de Kappenberg, na Vestfália. Ao conhecer São Norberto, despojou-se de seus bens, cedeu o castelo ao santo, que o transformou em abadia, e fez-se monge. Imitaram seu exemplo a esposa, duas filhas e um tio.
  • Santos Gumercindo e Servídio — espanhóis martirizados em 852, por um califa árabe.
  • São Leôncio de Cesaréia (†337) — um dos padres do Concílio de Nicéia, chamado “anjo de paz” pelos gregos. Bispo de Cesaréia, recebeu grandes elogios de santo Atanásio.
  • Santos mártires de Roma — são numerosos os cristãos que foram martirizados em Roma. Aqueles cuja memória é celebrada nesta data são 40 soldados martirizados em 262, na via Labicana.
  • São Potito — martirizado em Parthenope,**  em época imprecisa.
  • Beata Verônica de Binasco (1445-1497) — virgem. Ingressou aos 22 anos no convento agostiniano de Milão; viveu 39 anos como religiosa mendicante. Analfabeta, teve o privilégio de ser instruída diretamente pela Virgem, que numa visão lhe indicou o caminho a seguir para alcançar a santidade: pureza de coração, paciência e meditação diária na Paixão de Jesus. Também teve o dom da profecia e disso fez uso para predizer dia e hora da própria morte.
  • São Vivêncio (século V) — palestinense, acompanhou santo HiIário, quando este voltou a Poitiers; foi seu auxiliar, depois se fez eremita.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas http://www.paulinas.org.br