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Semanário da Arquidiocese de São Paulo - Ano 54 • EDIÇÃO ESPECIAL • 25 de janeiro de 2009

Edição 25.jan.2009

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Edição especial
sobre o Centenário
da Arquidiocese
de São Paulo

 

 

Pastorais

 

 

 

 

PADRE JOSÉ

BORTOLINI,SSP

 

 

Paulo é importante para São Paulo?

 

Qual a importância do apóstolo

Paulo para a metrópole que herdou

seu nome? As respostas podem

ser muitas. Neste breve espaço,

abrimos apenas algumas pistas

que mereceriam maior aprofundamento.

Paulo foi evangelizador

de grandes metrópoles. Dentro do

império romano havia pelo menos

cinco grandes cidades: Roma,

Corinto, Éfeso, Antioquia da Síria

e Alexandria. Quatro delas puderam

sentir a presença do apóstolo

Paulo, portador da mensagem de

Jesus Cristo.

Se num mapa compararmos o

tamanho da Palestina e, sobretudo,

da Galiléia, com a imensidão do

império romano, ficaremos logo

impressionados com a determinação

do apóstolo Paulo em levar a

mensagem de Jesus para lugares

sem fronteiras. Ele foi, na verdade,

aquele que deu ao movimento de

Jesus – mais tarde chamado cristianismo

– dimensões universais,

com organização própria.

Além disso, Paulo é extremamente

importante para uma visão

nova da evangelização nas grandes

metrópoles de ontem e de hoje.

De fato, pelo que podemos deduzir

de Atos dos Apóstolos 18 e de

Romanos 16, ele foi criador e incentivador

das igrejas domésticas,

ou seja, as comunidades por ele

fundadas nas grandes metrópoles

não tinham um templo onde se

reunir para celebrar a fé, mas reuniam-

se pelas casas, criando assim

verdadeiras igrejas domésticas, nas

quais a mulher, como dona-de-casa

e anfitriã, assume o papel de protagonista

que muitas vezes preside a

celebração da comunidade.

Só esse fato bastaria para revolucionar

a pastoral nas grandes

cidades nos dias de hoje. Estamos

demasiadamente presos à paróquia

que, muitas vezes, favorece o

anonimato e fortalece um tipo de

comunidade centrada apenas no

homem ordenado, o padre.

Como seria a evangelização

em nossa metrópole se abríssemos

espaço para pequenos grupos nos

prédios, nas ruas, nos quarteirões,

valorizando a liderança daquelas

que são maioria em nossas celebrações

paroquiais? O que faria

Paulo se vivesse hoje em nossa São

Paulo? Esta grande metrópole faz

jus ao seu patrono neste ano a ele

dedicado?

       

  

Charge da Semana
por Gabriel de Souza

 

 

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