|
Liturgia e Vida
por Ana Flora
Anderson e Frei Gilberto Gorgulho
ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
• 17 DE
AGOSTO DE 2008
A mãe do Messias
A espiritualidade bíblica tem sua
raiz mais profunda na pobreza
diante de Deus. O
próprio Jesus, diz São Paulo,
foi exaltado acima de
tudo porque se
esvaziou e tornou-se um servo.
O Evangelho do
domingo da Assunção de
Nossa Senhora (Lucas 1,
39-56) narra o
"magnificat" de Maria. Ela
aceita Deus como seu Salvador
e se alegra porque
ele olhou a sua pobreza
diante dele. É esse Deus
misericordioso que dispersou os
orgulhosos e elevou os humildes.
A primeira leitura
(Apocalipse 11, 19; 12,
1.3-6.10) apresenta Maria
como o povo de Deus que buscou
a presença dele na arca da Aliança
e no templo. Esse povo, chamado
de Filha de Sião, esperou
gerações para a
vinda do Messias, Salvador. É
ele que veio para
governar as nações junto
com Deus em seu trono. Por
isso, a liturgia no Salmo
responsorial (45) canta a
glória de Maria, Mãe do
Messias. É ela, a rainha
resplendente, que presta
homenagem ao Senhor.
São Paulo (1 Coríntios 15, 20-27)
explica que a exaltação faz parte
da glória da
ressurreição. Jesus foi como
as primícias dos que
morreram. Ele
venceu a morte e nos deu o dom da
ressurreição. A
assunção de Maria faz
parte desse mistério da ressurreição.
A oração do dia diz
que Deus elevou à glória
do céu Maria, mãe do seu
Filho, pois – como profetizou
Isabel no Evangelho – "Bendita és
tu entre as
mulheres e bendito é o
fruto do teu ventre!"
|