Home

Contato

mapa site

Arcebispo

Cúria

Eventos 2010

Guia

História

Imprensa

Notícias

Organismos

Semanário da Arquidiocese de São Paulo - Ano 52 • nº 2683 • 07 de fevereiro de 2008

Edição 07.fev.2008

visualize edição impressa

Primeira página

Editorial

Notícias

Regiões Episcopais

Palavra do Papa

Encontro com o Pastor

Liturgia e Vida

Você pergunta

Pastorais

 

 

Quem somos

Contato

Serviço de assinaturas

 

 

Última edição

Arquivo JOSP

Galeria de fotos

 

Links

Vaticano

CNBB

CRB

Especial

crédito foto: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edição especial
sobre o Centenário
da Arquidiocese
de São Paulo

 

 

Palavra do Papa

 

   

A esmola seja evangélica,
escondida e generosa

 

A Igreja, fundada no Evangelho, sempre nos propõe, no tempo da Quaresma, a oração, o jejum e a esmola como meios de nos preparar para uma bela experiência de Jesus ressuscitado na Páscoa. Para 2008, Bento 16, em sua mensagem para a Quaresma, reflete sobre a prática da esmola. No trecho dessa mensagem, que selecionamos para esta edição de O SÃO PAULO, o papa explica, fundado no Evangelho, como deve ser a prática da esmola. O Evangelho ressalta uma característica típica da esmola cristã: deve ficar escondida. "Que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita", diz Jesus, "a fim de que a tua esmola permaneça em segredo" (Mt 6, 3-4). E, pouco antes, tinha dito que não devemos vangloriar-nos das nossas boas ações, para não corrermos o risco de ficar privados da recompensa celeste (cf. Mt 6, 1-2). A preocupação do discípulo é que tudo seja para a maior glória de Deus. Jesus admoesta: "Brilhe a vossa luz diante dos homens de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos Céus" (Mt 5, 16). Portanto, tudo deve ser realizado para glória de Deus, e não nossa. Queridos irmãos e irmãs, que esta consciência acompanhe cada gesto de ajuda ao próximo evitando que se transforme num meio nos pormos em destaque. Se, ao praticarmos uma boa ação, não tivermos como finalidade a glória de Deus e o verdadeiro bem dos irmãos, mas visarmos antes uma compensação de interesse pessoal ou simplesmente de louvor, colocamo-nos fora da lógica evangélica. Na moderna sociedade da imagem, é preciso redobrar de atenção, dado que essa tentação é freqüente. A esmola evangélica não é simples filantropia: trata-se antes de uma expressão concreta da caridade, virtude teologal que exige a conversão interior ao amor de Deus e dos irmãos, à imitação de Jesus Cristo, que, ao morrer na cruz, se entregou totalmente por nós. (...) Convidando-nos a ver a esmola com um olhar mais profundo que transcenda a dimensão meramente material, a Escritura ensina-nos que há mais alegria em dar do que em receber (cf. At 20, 35). Quando agimos com amor, exprimimos a verdade do nosso ser: de fato, fomos criados a fim de vivermos não para nós próprios, mas para Deus e para os irmãos (cf. 2 Cor 5, 15). Todas as vezes que por amor de Deus partilhamos os nossos bens com o próximo necessitado, experimentamos que a plenitude de vida provém do amor e tudo nos retorna como bênção sob forma de paz, satisfação interior e alegria. O Pai celeste recompensa as nossas esmolas com a sua alegria. Mais ainda: São Pedro cita, entre os frutos espirituais da esmola, o perdão dos pecados. "A caridade" – escreve ele – "cobre a multidão dos pecados" (1 Pd 4, 8). Como se repete com freqüência na liturgia quaresmal, Deus oferece-nos, a nós pecadores, a possibilidade de sermos perdoados. O fato de partilhar com os pobres o que possuímos predispõe-nos para recebermos tal dom. A esmola educa para a generosidade do amor. São José Bento Cottolengo costumava recomendar: "Nunca conteis as moedas que dais, porque eu sempre digo: se ao dar a esmola, a mão esquerda não há de saber o que faz a direita, também a direita não deve saber ela mesma o que faz" ("Detti e pensieri", Edilibri, 201). A esse propósito, é muito significativo o episódio evangélico da  viúva que, da sua pobreza, lança no tesouro do templo "tudo o que tinha para viver" (Mc 12, 44). A sua pequena e insignificante moeda tornou-se um símbolo eloqüente: essa viúva dá a Deus não o supérfluo, não tanto o que tem como sobretudo aquilo que é; entrega-se totalmente a si mesma. Esse episódio comovedor está inserido na descrição dos dias que precedem imediatamente a paixão e morte de Jesus, o qual, como observa São Paulo, fez-se pobre para nos enriquecer pela sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9); entregou-se totalmente por nós. A Quaresma, nomeadamente através da prática da esmola, impele-nos a seguir o seu exemplo. Na sua escola, podemos aprender a fazer da nossa vida um dom total; imitando-o, conseguimos tornar-nos disponíveis para dar não tanto algo do que possuímos, mas darmo-nos a nós próprios. Não se resume porventura todo o Evangelho no único mandamento da caridade? A prática quaresmal da esmola torna-se, portanto, um meio para aprofundar a nossa vocação cristã. Quando se oferece gratuitamente a si mesmo, o cristão testemunha que não é a riqueza material que dita as leis da existência, mas o amor. Desse modo, o que dá valor à esmola é o amor, que inspira formas diversas de doação, segundo as possibilidades e as condições de cada um.

  

veja as últimas
notícias do jornal
O São Paulo

Tempo e Temperatura 

 

 
 
Jornal O São Paulo - Avenida Higienópolis, 890 - São Paulo - SP - CEP 01238-000 - Tel: (11) 3666-9660 - osaopaulo@uol.com.br