Arquidiocese vai em romaria a Aparecida

Data e horário: 
terça-feira, 03 Maio 2011 - 19:19
Créditos: 
De O SÃO PAULO

Vindos das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo e animados pelo tema “Mãe Aparecida, ajuda-nos a ser comunidade missionária dos discípulos de Cristo no meio do mundo”, fiéis, religiosos, seminaristas, diáconos, padres e bispos-auxiliares participaram no domingo, 1º de maio, da 110ª Romaria arquidiocesana ao Santuário Nacional de Aparecida.
 

Um pouco antes da missa, iniciada às 10h, os romeiros, já em clima de oração, fizeram preces a Nossa Senhora Aparecida e a São Paulo Apóstolo, patrono da Arquidiocese de São Paulo. Muitos saíram da capital ainda de madrugada para participar da celebração, como os fiéis da Paróquia São Vicente de Paulo, na Região Ipiranga. “Somos devotos de Nossa Senhora Aparecida e organizamos a romaria em nossa comunidade. Aparecida é um lugar sagrado, é a casa da Mãe”, falou José Joaquim Bento, um dos paroquianos .
 

Na procissão de entrada, leigos da Paróquia São Mateus, na Região Lapa, entronizaram bandeiras alusivas às seis regiões episcopais e à Arquidiocese de São Paulo. No altar, a imagem do Beato, João Paulo 2º, já podia ser vista e venerada pelos fiéis. Dom Tomé Ferreira da Silva, bispo-auxiliar na Região Ipiranga e vigário-geral da Arquidiocese, presidiu a celebração, que foi concelebrada por 23 padres e pelos também bispos auxiliares dom

Edmar Peron, dom Milton Kenan Junior e dom Tarcísio Scaramussa.
 

Durante a homilia, dom Tomé saudou os peregrinos da Arquidiocese e agradeceu a Deus pela realização da romaria, pela beatificação de João Paulo 2º e pela 49ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece de 4 a 13 de maio, em Aparecida. O bispo refletiu sobre o Evangelho de João, no qual Jesus ressuscitado fala aos apóstolos, especialmente a São Tomé que creu na ressurreição de Jesus, somente após ter tocado no Cristo ressuscitado. “Somos felizes como os apóstolos que conviveram com o ressuscitado e mais felizes que São Tomé, pois mesmo não tendo visto o ressuscitado, mas confiando na fé e no testemunho dos apóstolos, cremos que ele ressuscitou e está vivo e presente entre nós e em nós”, expressou.
 

Dom Tomé também destacou que o Evangelho faz um chamado para que os cristãos sejam construtores da paz nas diversas situações do cotidiano, incluindo as relacionadas ao mundo do trabalho. “Que ele [trabalho] não falte a nenhuma pessoa que queira e possa trabalhar”, disse.
O vigário-geral da Arquidiocese transmitiu ainda aos peregrinos as saudações de dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, e de dom Joaquim Carreira Justino, bispo-auxiliar, que estavam em Roma para a beatificação de João Paulo 2º.
 

Em entrevista a O SÃO PAULO, dom Tarcísio Scaramussa explicou o sentido da romaria a Aparecida. “A Arquidiocese de São Paulo este ano está pedindo a intercessão de Nossa Senhora Aparecida pela renovação de nossas paróquias para que cresça o espírito missionário em cada uma delas, em todos os padres e em todos os leigos, para que assumam a missão de discípulos-missionários do Senhor”. Dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar na Região Brasilândia, enalteceu a realização da romaria arquidiocesana. “Fazer romaria é uma experiência extraordinária. O fato de estarmos aqui hoje como Arquidiocese, expressa a nossa comunhão, reforça o nosso compromisso de que à semelhança de Maria, Mãe de Jesus, nossa Mãe, nos tornamos discípulos-missionários comprometidos com o Reino de Deus”.
 

Ao final da missa, os seminaristas da Arquidiocese levaram ao altar a imagem de Nossa Senhora Aparecida e todo fizeram à tradicional consagração à padroeira do Brasil.

 

(Reportagem: Daniel Gomes)

 

(Fotos: Luciney Martins)

Veja as principais manchetes da última edição de O SÃO PAULO