Arquidiocese ganha novo bispo auxiliar

Data e horário: 
terça-feira, 03 Julho 2012 - 11:11
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Redação

O papa Bento 16 nomeou na quarta-feira, 27, para bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, monsenhor Sérgio de Deus Borges. Atualmente, ele é incardinado na Diocese de Cornélio Procópio (PR), onde exerce as funções de reitor do Seminário Menor Diocesano Menino Deus e presidente do Tribunal Eclesiástico de Londrina (PR). Sua ordenação episcopal está marcada para o dia 18 de agosto, na cidade de Cornélio Procópio, às 15h. Em entrevista ao O SÃO PAULO, monsenhor Sérgio antecipou seu lema episcopal In hoc signo vinces (por este sinal, vencerás). De acordo com ele, “há uma referência ao texto de João 3,14-15, no qual diz que quem crer no Filho levantado na cruz será salvo”. Leia a íntegra da entrevista abaixo.

O SÃO PAULO - Como o senhor recebe a nomeação?
Monsenhor Sérgio de Deus Borges – Primeiro, com gratidão à Igreja e ao Senhor por confiar na caminhada feita como presbítero na pequena igreja junto com o povo, principalmente em Jataizinho, e com nosso bispo dom Getúlio [Teixeira Guimarães]e os padres de Cornélio Procópio. É a Igreja de Cornélio Procópio que recebe essa nomeação e não apenas o padre Sérgio de Deus Borges. Percebi isso no clero e no povo da diocese, diante da notícia da nomeação e da caminhada que fizemos juntos. Gratidão também por me considerar digno de auxiliar na cidade de São Paulo, que já tem uma grande e bela caminhada eclesial. Em segundo lugar, um pouco de apreensão diante do novo. Jamais havia pensado que um dia iria ser chamado para trabalhar em São Paulo.

O SÃO PAULO – Como o senhor recebeu a notícia e de quê forma?
Monsenhor Sérgio - Há duas semanas, fui chamado na Nunciatura Apostólica, em Brasília, porque o Núncio queria falar comigo. Lá chegando, a irmã levou-me diretamente ao escritório do senhor Núncio e ele já estava com a carta da nomeação sobre a mesa. Conversamos um pouco para conhecimento mútuo, pois foi a primeira vez que me encontrei com dom Giovanni D’Aniello. Ele falou-me das necessidades da Igreja e de como ela precisava de mim no episcopado; precisamente na cidade de São Paulo, como bispo auxiliar.

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O SÃO PAULO - Conte-nos um pouco do atual trabalho que o senhor realiza em sua diocese.
Monsenhor Sérgio - Meu trabalho pastoral na diocese nos últimos anos foi na formação. Desde que retornei de Roma, no ano 2000, dediquei-me à formação dos futuros sacerdotes, trabalhando no Seminário Maior São José, na cidade de Jataizinho. Foram 12 anos de dedicação à formação dos teólogos. Além disso, fui professor de direito canônico na PUC-PR, campus Londrina. Na PUC, fui também diretor do curso de teologia por dois anos. Essa era minha principal atividade.
Além disso, trabalho no campo judiciário desde o ano 2000, como juiz do tribunal, e desde o ano de 2007, como vigário judicial (presidente do tribunal). Essa ação pastoral consumiu boa parte do meu tempo e foi muito gratificante por poder auxiliar tantas pessoas a encontrar a verdade sobre o seu Matrimônio à luz da Sagrada Escritura, do Magistério e da Legislação Eclesial. O Tribunal Eclesiástico é um grande serviço pastoral à Igreja em sua missão evangelizadora.
Na Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Jataizinho, desde o ano de 2011, sou pároco e tem sido uma caminhada muito bonita e abençoada junto com o povo de Deus. Procuramos dar ênfase na ação evangelizadora à formação de discípulos-missionários, segundo as orientações da Conferência de Aparecida e das atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Foi muito importante nesse processo a valorização do papel de todo batizado como discípulo do Senhor e anunciador dessa maravilha que é seguir Jesus, nossa Paz.

 

Leia mais da entrevista com monsenhor Sérgio de Deus Borges no jornal O SÃO PAULO desta semana